ÁRVORES NATIVAS DO BRASIL – PEQUI
Nomes(primeiro científico depois os populares):
Caryocar brasiliense – pequi, piqui, pequiá, amêndoa-de-espinho, grão-de-cavalo;
Caryocar brasiliense
Pequizeiro está na relação das espécies com risco de extinção. Rico em vitaminas A, B e C, cálcio, fósforo, ferro e cobre, o fruto do pequizeiro (Caryocar brasiliense), árvore característica dos cerrados brasileiros é, dentre as espécies dessas regiões, uma das mais importantes economicamente, além de fazer parte da sua paisagem típica.
Contudo, apesar da sua importância nutricional e econômica, o pequi ainda não recebeu a devida atenção dos ambientalistas, agricultores e pecuaristas. Com a expansão acelerada da agricultura e da pecuária nas regiões de cerrado, nos últimos vinte anos, os pequizeiro vêm sendo derrubados sistematicamente correndo sério risco de extinção, principalmente na região Centro-Oeste.
Caryocar brasilienseA família do pequizeiro tem apenas dois gêneros: Caryocar e Anthodiscus. O Caryocar abrange quinze espécies, destacando-se o Caryocar brasiliense, o C, coreaceo, o pequi do norte da Bahia, Tocantins, sul do Maranhão e Piauí, o C, villosum, ou pequiá, e o C. glabrum, ou pequirana, que ocorrem no Amazonas; o C, nuciferum das Guianas, e o C. amygdaliferum, da Colômbio e Peru.
O Caryocar brasiliense – ao contrário do C. villosum, árvore frondosa da Amazônia, com até 50 metros de altura – tem porte mediano, embora seja uma das árvores mais altas dos cerrados, podendo chegar até 10 metros; produz frutos redondos, aproximadamente do tamanho de uma laranja, com casca esverdeada e um caroço espinhoso e tenro, cuja amêndoa se come crua ou assada.
Caryocar brasilienseCautela e um pouco de prática são recomendadas para consumir o fruto do pequi, palavra indígena que significa “casca espinhenta”, pois quem não sabe consumi-lo pode ficar com a língua e a boca cheias de espinhos. O seu caroço é revistido naturalmente de centenas de milhares de minúsculos espinhos e, por esse motivo óbvio, não pode ser mordido, principalmente pelos iniciantes. Contudo, depois de certa prática, não há nenhum risco para os degustadores.
O pequi é de fundamental importância na alimentação das populações do interior de Goiás, Tocantins, Mato Grosso, Distrito Federal e Minas Gerais, além de outros estados, onde o consumo é menor.
A massa que envolve as sementes é amarelada, pastosa, farinácea, oleaginosa e rica também em proteínas. Além de fornecer óleo comestível, o pequi é utilizado como condimento no preparo de arroz, carne, feijão e outros pratos. A polpa é ainda empregada na fabricação de licores e sabão caseiro. As amêndoas fornecem óleo para os mais diversos fins, e a madeira – infelizmente, o que tem contribuído para acelerar a devastação dessa espécie – é usada para a fabricação de móveis, caixas, dormentes, mourões, postes etc. A entrecasca produz ainda uma tintura castanho-escura de ótima qualidade, utilizada na produção de artigos de artesanato.
O pequi tem ainda emprego medicinal, como a Emulsão do Pequi e o Pequiodeo, aplicado no tratamento de todas as doenças do aparelho respiratório e definhamento orgânico, além de restaurador das energias e tônico, mesmo puro, ingerido na dose de uma colher de café, duas ou três vezes ao dia, durante as principais refeições, com base no senso comum das populações interioranas.
O pequizeiro floresce geralmente entre setembro e novembro e frutifica de dezembro a abril. Em cerrados, normalmente roçados para facilitar a pastagem do gado, encontram-se exemplares pequenos, com 1 metro de altura, carregados de flores em épocas fora do tempo normal de floração, quando há veranicos, no período de janeiro.
Sua produção não é estável. Em anos de muita chuva, produz pouco; ao contrário, nos de seca a produção é maior. Tanto que nas regiões interioranas existe um adágio popular muito conhecido: “ano de pequi, ano de crise”. A chuva derruba as flores antes da fecundação, o que reduz a produção. Os frutos geralmente têm uma semente, mas podem vir com até quatro. Quando maduros caem e estão prontos para o consumo. Se colhidos verdes não têm o seu sabor característico. Um pequizeiro pode produzir até 6000 frutos numa estação.



5 respostas só isso? comenta ai vai ↓
1 Washington Luis Garcia de Castro // Dec 25, 2008 at 10:26 am
Olá! Tudo bem?
Sou um apreciador incontestável da fruta pequi.
A minha vontade é ter um pé de pequi em meu quintal, estou tentando a tempos.
Como posso conseguir um muda desta fruta?
Washington
2 Carlos Alberto Bassetto // Jan 8, 2009 at 4:18 pm
gostaria de receber por doação amostras de sementes de espécies de arvores nativas que possam colaborar com o povoamento de matas ciliares.
3 abilio garcia // May 13, 2009 at 3:25 pm
Viva,
Sou particular aficionado botanico e colecionador de arvores tropicais e subtropicais frutifuras e ornamentais.Pretendo saber se vos é possivel enviar-me para Portugal sementes de arvores do Brasil ,pequenas quantidades diversificadas e preços?
Cumprimentos
Abílio Garcia
Rua S. Jose 288A
2840-324 Seixal
Portugal
4 Rainier Oliveira Saraiva Guimaraes // Aug 30, 2010 at 9:54 am
Comprei uma muda de pequi e moro em castelo -es queria saber se a muda vai vingar aqui..
obrigado.
5 gumelo // Aug 31, 2010 at 12:10 pm
Se as condições ambientais forem favoráveis, se a muda for cuidada adequadamente e estiver em boas condições pega sim. Agora se o clima for diverso do clima natural da planta ela não consegue se desenvolver adequadamente.
Deixe seu palpite ai!