Ecologia Online

Responsabilidade social e sustentabilidade




Categoria 'Artigos'

Existem várias espécies de Camaleões derivados da mesma família científica

July 27th, 2008 · No Comments

Existem várias espécies de Camaleões derivados da mesma família científica – Chameleo. São na maioria originários da ilha de Madagascar. Esses répteis costumam viver nas florestas e, aparentemente, passam a maior parte do tempo em um mesmo lugar. O camaleão é famoso pela capacidade que tem de mudar de cor, ele não é incolor: possui uma cor básica, que varia conforme seu habitat. Esta cor pode ser modificada por influência de luz ou pelas sensações do próprio animal. Um camaleão com fome pode mudar do marrom para o preto. Essa modificação é provocada pela atuação do sistema nervoso sobre as células de pigmento. Um camaleão não tolera a presença de outro em seu território, mesmo que seja fêmea. O hábito solitário só é abandonado na época de acasalamento. Movimenta-se com extrema lentidão e para apanhar sua presa, utiliza a língua como se fosse um laço. Consegue, com a velocidade de um raio, estender a língua quase um metro de distância.

Tags: Artigos

Peixe Boi – Nome científico: Trichechus manatus

July 16th, 2008 · 17 Comments

Peixe Boi – Nome científico: Trichechus manatus
Onde vive: costa Atlântica Americana, desde a Geórgia até Alagoas. Duas espécies vivem em águas fluviais, uma no Oeste da África e a outra nas bacias dos rios Amazonas e Orinoco.
Quanto pesa: 700 kg


Filhotes: 1 por gestação a cada três anos

Sua estrutura é composta por cauda achatada, larga, disposta de forma horizontal, corpos robustos e pesados. Chega a medir 4,5 metros.A dentadura é composta por molares que se regeneram constantemente. Solitário, raramente é visto em grupos, com exceção da época de acasalamento. Sua dieta é composta por algas, aguapés, mangue, capim aquático entre outras plantas, totalizando uma média diária de 16 kg de plantas. A média de vida é de 50 anos. O peixe-boi da Amazônia que está ameaçado, é muito parecido com o peixe-boi marinho. As diferenças se apresentam no porte menor, não ultrapassando os 2,8 metros e o fato de não possuir unhas

Tags: Artigos

Mico Leão – Nome científico: Leontopithecus rosalia

July 14th, 2008 · 4 Comments

Mico Leão – Nome científico: Leontopithecus rosalia
Onde vive: mata atlântica do Rio de Janeiro
Quanto pesa: 360 a 710 gramas
Filhotes: de 1 a 3 por gestação

Popularmente conhecido também por sauí, sagüi, sagüi-piranga, sauí vermelho, mico, etc, este raríssimo primata, o mico-leão-dourado, possui pelagem cor de fogo e, assim como o leão, uma juba em torno da cabeça. Seus pêlos são sedosos e, ao sol, adquirem um maravilhoso brilho. Habita florestas onde existem cipós e bromélias. Sua alimentação é composta de insetos, pequenos vertebrados, anfíbios, frutos e vegetais. Uma vez formado o casal, o mico-leão mantém-se fiel. O recém-nascido não passa mais que quatro dias pendurado ao ventre materno. Após esse período os cuidados ficam por conta do macho. É o pai quem carrega, cuida, limpa e penteia o filhote, a mãe só se aproxima na hora da mamada. O filhote estende os braços e o pai entrega-o para a fêmea. Então ele mama durante uns quinze minutos, mas, mesmo nessa hora o pequeno não gosta que o pai se distancieanos.

Tags: Artigos

Protótipo de um carro movido a água

June 22nd, 2008 · 2 Comments

A empresa japonesa Genepax apresentou na quinta-feira um protótipo de um carro movido a água. A água é colocada no tanque e um gerador transforma o hidrogênio que retira da água em energia.

Segundo a empresa, com um litro de água, o veículo consegue andar a 80 km/h por uma hora. A Genepax agora espera firmar um acordo com alguma montadora japonesa para começar a fabricar o carro.

Assista ao vídeo da BBC

Tags: Artigos

Lixeiras coloridas facilitam a coleta seletiva

June 20th, 2008 · 30 Comments

lixeira

Lixeiras coloridas facilitam a coleta seletiva, porque com o indicativo de cores fica muito mais fácil identificar a lixeira adequada por exemplo dá para guardar que vermelho nas latas da lixeira é plástico.

As lixeiras para a coleta seletiva são coloridas, elas são padronizadas
internacionalmente isso facilita sua identificação por qualquer cidadão em
qualquer cidade do mundo! (onde haja coleta seletiva – o que infelizmente
ainda não ocorre em todo lugar)
Saiba quais os são materiais recicláveis e as cores que correspondem nas
lixeiras seletivas:
Azul – Papel/papelão
Vermelho – Plástico
Verde – Vidro
Amarelo – Metal
Preto – Madeira
Laranja – Resíduos perigosos
Branco – Resíduos ambulatoriais e de serviços de saúde
Roxo – Resíduos radioativos
Marrom – Resíduos orgânicos
Cinza – Resíduo geral não reciclável contaminado, ou contaminado não
passível de separação

Não confunda mais as cores, mande seu lixo para a lixeira certa!

Tags: Artigos

Camelo – Nome científico: Camelus bactrianus

June 12th, 2008 · 1 Comment

Nome científico: Camelus bactrianus
Onde vive: África, Arábia e Ásia
Quanto pesa: Entre 450 e 690 kg
Filhotes: 1 por gestação

Mamífero com duas corcovas, animal ruminante. Um outro indivíduo de sua espécie que tem apenas uma corcova, também chamada bossa, é o dromedário. Suas diferenças são mínimas. O camelo é dócil e calmo, mas se assusta com facilidade. Uma sela caída ao chão o deixa aterrorizado de tal forma que ele transtorna a caravana. Para se defender, um coice seria o suficiente para acabar com o adversário, mas ele contenta-se cuspindo-lhe e gritando. Suporta o peso de 250 kg e percorre de 60 a 100 km por dia. No verão, fica de 2 a 3 dias sem água e 1 ou 2 dias sem comida. No inverno, suporta 8 dias sem água e não se alimenta por até 4 dias. Necessita de repouso prolongado. Com excesso de calor fica sujeito a resfriados que trazem perigos para a sua saúde.

O camelo não prospera em pastagens ricas e férteis, como os demais Ruminantes. Necessita da flora das estepes e, mais particularmente, de plantas ricas em sal, que o fortificam e o são indispensáveis a seu equilíbrio orgânico.

O período de reprodução começa em fevereiro e acaba em abril. Ao fim de 13 meses; a fêmea dá à luz um filhote tão canhestro que se torna necessário, nos primeiros dias, cercá-lo de todos os cuidados e até mesmo aproximá-lo da teta materna. Mas seu progresso é rápido e ele não tarda em seguir a mãe, que lhe testemunha a maior afeição. Ao fim de algumas semanas a cria começa a comer, podendo então ser separada, da mãe, cujo o leite é reservado para os donos. A ordenha é executada regularmente como se faz com a vaca.

Um camelo robusto percorre de 30 a 40 Km por dia. No verão pode passar de 2 a 3 dias sem água e 1 ou 2 dias sem alimento. No inverno pode suportar até 8 dias a falta de água e não se alimentar por 4 dias, sem inconveniente para a sua saúde.

Embora resista muito bem às intempéries, às terríveis precipitações de neve do inverno e as provações de longas viagens, o camelo sofre com o calor estival. No inverno não lhe tiram os arreios nem mesmo quando, terminada uma viagem e desembaraçado de sua carga, pasta livremente na campina; no verão ao contrário, é necessário libertá-lo tão logo termina o trabalho a fim de evitar os ferimentos.

Em toda a Ásia central o camelo bactriano pode ser considerado como um dos animais mais úteis ao homem, o qual além de lhe aproveitar os pelos, o leite, a pele e a carne, ainda o emprega como animal de tiro e de carga. Graças ao camelo, o homem atravessa as estepes áridas onde os serviços do cavalo seriam deficientes; e é com ele ainda que escala as montanhas de até 4.000 m, atitude onde só os iaques conseguem viver.

Tags: Artigos

Receitas para preparar sabão caseiro

June 11th, 2008 · 273 Comments

O ecologia online é um site que aprova e apoia iniciativas que fazem bem ao meio ambiente, incluindo implantação de lixeira coleta seletiva, reciclagem e tratamento de resíduos, sejam, residuos sólidos ou liquidos como é o caso do óleo de cozinha. Uma boa saída para o tratamento deste resíduo é fazer sabão caseiro ou a chamado receita de sabão de gordura.

Se não encontrar a receita que quer neste post sugiro que veja os seguintes:

Sabão caseiro liquido economia e ecologia

receita de sabão caseiro da Ana Maria Braga

ATENÇÃO  AS RECEITAS FAZEM USO DE MATERIAL TOXICO E ALTAMENTE INFLAMÁVEL!!!! SE TIVER DÚVIDAS NÃO FAÇA O SABÃO !!! SE VOCÊ É MENOR DE IDADE NÃO FAÇA SABÃO!!! SE VOCE NÃO É RIGOROSO NO CONTROLE DOS PROCESSO NÃO FAÇA!!! VEJA OS VÍDEOS ESPECIALIZADOS E PROCURE APRENDER ANTES DE MEXER COM SODA!!! FAÇA RECEITAS PEQUENAS PARA COMEÇAR ATÉ APRENDER USE 1/4  DAS MEDIDAS E VÁ TREINANDO ATÉ DOMINAR O PROCESSO, AS RECEITAS ENVIADAS PELOS NOSSOS LEITORES PODEM SER PERIGOSAS, E JAMAIS DEVEM SER FEITAS SEM SUPERVISÃO ADEQUADA!!! NÃO RECOMENDAMOS RECEITAS QUE USEM ALCOOL CONSIDERAMOS OS RISCOS GRANDES DEMAIS E NÃO QUEREMOS QUE NINGUÉM SE QUEIME, NUNCA USE SODA CAÚSTICA SEM PROTEÇÃO TOTAL INCLUSIVE COM ÓCULOS APROPRIADOS PARA PROTEGER OS OLHOS, AO UTILIZAR DESPEJE BEM AOS POUCOS PARA MINIMIZAR O EFEITO ATÉ COMPLETAR A MEDIDA. SE FIZER COM MUITO CUIDADO DÁ TUDO CERTO! E LEMBRE-SE LUVAS, ÓCULOS, AVENTAL GROSSO E MASCARAPARA NÃO RESPIRAR OS VAPORES DA SODA NO MÍNIMO!!!

Mas como fazer sabão? Essa é uma dúvida que realmente é muito importante são muitas formas e muitas receitas para preparar sabão caseiro, dentre elas vamos colocar algumas das mais utilizadas para fazer sabão e ao mesmo tempo ajudar a natureza reciclando óleo.

Sabão líquido, sabonete líquido, sabão em barra e até sabão em pó podem ser feitos com óleo reciclado vejam quantas receitas boas.

Existem diversas formas de preparar sabão caseiro. Seguem-se abaixo 4 sugestões de preparo. E antes de mais nada o antigo alerta nada de manejar soda caústica sem luvas e sem mascara é muito perigoso podendo causar queimaduras sérias! Eu postei 4 receitinhas básicas, mas os leitores tem contrubuido imensamente e colocado muito mais receitas para quem quer se tornar um expert em recilcagem e mandar ver na venda ou mesmo na fabricação de sabão para dar de presente aos parentes e amigos!

Receita de Sabão Caseiro

INGREDIENTES:
4 L de óleo comestível usado
2 L de água
1/2 copo de sabão em pó
1 Kg de soda cáustica (NaOH)
5 mL de essência aromatizante (facultativo)

INSTRUÇÕES:
Dissolver o sabão em pó em 1/2 L de água quente
Dissolver a soda cáustica em 1 e ½ L de água quente
Adicionar lentamente as duas soluções ao óleo
Mexer por 20 minutos
Adicionar a essência aromatizante
Despejar em formas
Desenformar no dia seguinte

Sabão em barra caseiro – 1

Ingredientes e preparo
2 kg de soda cáustica Yara (ou outra marca) –
2 litros óleo (usado);
2 litros de água quente;
Pinho sol (metade do pequeno).

Preparo:
Coloque a soda e despeje a água quente, vá mexendo até dissolver a soda; coloque o óleo, mexa bastante (muito), pode descansar um pouco (se quiser) e, por último, coloque o pinho sol.
Deixar em ponto de gelatina. Daí, despeje numa caixa de papelão forrada com um plástico firme, grosso, levantando-o até as bordas da caixa, prendendo-o com prendedor de roupas.
Depois que firmar a consistência, corte as barras de sabão no mesmo dia.
Dica: A altura do sabão, dentro da caixa de papelão é em torno de 5 a 6 cm.

Sabão em barra caseiro – 2

Ingredientes e Preparo:
4 litros de óleo –
1 kg de soda caustica diluída em:
1 litro de água fervendo (Obs: Fora do fogo).

Preparo:
Misturar e bater todos os ingredientes até o ponto.
Colocar dentro de caixa de papelão, em altura de uns 5 cm.
Dica: Fazer na lua nova.

Mais dicas interessantes:

Reli hoje o blog, e acho que posso dar algumas contribuições, que seguem:

- Para fazer sabão caseiro, o ideal é usar a soda cáustica a 99% de pureza. As de 70 % e 50% dão mais trabalho;

- Cuidado ao dissolver a soda na água – a soda “ferve” e o vapor que solta é tóxico. Faça isso em local bem ventilado e despeje a soda aos poucos, administrando a fervura;

- Essências comestíveis, dessas pra cozinhar, também são uma boa dica, ou então essências oleosas, compradas em várias lojas especializadas;

- Acredito que a receita que uso é uma das mais fáceis – 6L óleo coado, 2 L água quente, 1K soda escamas 99%. Gosto dessa pois a quantidade de soda é menor do que outras receitas;

- Desinfetante na receita: substitua uma parte de água por desinfetante: se a receita pede 2L de água, coloque um pouco menos e substitua esta parte pela mesma quantidade de desinfetante – na receita quie faço fica assim: 1,5 L de água e 0,5 L de desinfetante.

- Todas as gorduras animais e vegetais podem ser usadas. Eu uso óleo de canola com gordura vegetal para fazer frituras e nunca tive problemas;

- No caso de usar óleo virgem, primeiro aqueça-o até que solte fumaça. Não precisa ser óleo “usado” de verdade, basta ter sido mais aquecido do que o necessário para fazer sabão;

- IMPORTANTE: Se você usar óleo virgem (alguns supermercados vendem óleo e gorduras vencidos), espere que se esfrie antes de fazer sua receita. O cozimento é só pra dar o ponto de fazer sabão, USE O ÓLEO FRIO!!!!

- Óleo de fritura de peixe também pode ser usado, mas deixa cheiro. Guarde-o separadamente das outras gorduras e use sempre uma quantidade pequena na receita, mas não o jogue fora;

- Quando fizer sabão demais, rale uma parte dele em processador de aliemntos e use como sabão em pó. Mas cuidado, esse sabão costuma fazer muita espuma, dose bem pra usar na máquina. A roupa branca fica super limpa.

Receita de sabao caseiro com oleo de cozinha Ana Maria Braga. Nada melhor do que uma artista tão vencedora que tem tanta influência pública como a maravilhosa Ana Maria Braga abraçar uma causa tão legal como a do sabão caseiro com óleo reciclado.
Ela mostrou no programa dela como se faz sabão, e apresentou a técnica como uma forma de gerar renda e também como reciclagem que ajuda a natureza! Muito importante mesmo! Ana Maria você é demais! Vejam o primeiro vídeo da série:

Tags: Artigos

ÁRVORES NATIVAS DO BRASIL – PEQUI

April 24th, 2008 · 11 Comments

ÁRVORES NATIVAS DO BRASIL – PEQUI

Nomes(primeiro científico depois os populares):

Caryocar brasiliense – pequi, piqui, pequiá, amêndoa-de-espinho, grão-de-cavalo;

Caryocar brasiliense

Pequizeiro está na relação das espécies com risco de extinção. Rico em vitaminas A, B e C, cálcio, fósforo, ferro e cobre, o fruto do pequizeiro (Caryocar brasiliense), árvore característica dos cerrados brasileiros é, dentre as espécies dessas regiões, uma das mais importantes economicamente, além de fazer parte da sua paisagem típica.
Contudo, apesar da sua importância nutricional e econômica, o pequi ainda não recebeu a devida atenção dos ambientalistas, agricultores e pecuaristas. Com a expansão acelerada da agricultura e da pecuária nas regiões de cerrado, nos últimos vinte anos, os pequizeiro vêm sendo derrubados sistematicamente correndo sério risco de extinção, principalmente na região Centro-Oeste.
Caryocar brasilienseA família do pequizeiro tem apenas dois gêneros: Caryocar e Anthodiscus. O Caryocar abrange quinze espécies, destacando-se o Caryocar brasiliense, o C, coreaceo, o pequi do norte da Bahia, Tocantins, sul do Maranhão e Piauí, o C, villosum, ou pequiá, e o C. glabrum, ou pequirana, que ocorrem no Amazonas; o C, nuciferum das Guianas, e o C. amygdaliferum, da Colômbio e Peru.
O Caryocar brasiliense – ao contrário do C. villosum, árvore frondosa da Amazônia, com até 50 metros de altura – tem porte mediano, embora seja uma das árvores mais altas dos cerrados, podendo chegar até 10 metros; produz frutos redondos, aproximadamente do tamanho de uma laranja, com casca esverdeada e um caroço espinhoso e tenro, cuja amêndoa se come crua ou assada.
Caryocar brasilienseCautela e um pouco de prática são recomendadas para consumir o fruto do pequi, palavra indígena que significa “casca espinhenta”, pois quem não sabe consumi-lo pode ficar com a língua e a boca cheias de espinhos. O seu caroço é revistido naturalmente de centenas de milhares de minúsculos espinhos e, por esse motivo óbvio, não pode ser mordido, principalmente pelos iniciantes. Contudo, depois de certa prática, não há nenhum risco para os degustadores.
O pequi é de fundamental importância na alimentação das populações do interior de Goiás, Tocantins, Mato Grosso, Distrito Federal e Minas Gerais, além de outros estados, onde o consumo é menor.
A massa que envolve as sementes é amarelada, pastosa, farinácea, oleaginosa e rica também em proteínas. Além de fornecer óleo comestível, o pequi é utilizado como condimento no preparo de arroz, carne, feijão e outros pratos. A polpa é ainda empregada na fabricação de licores e sabão caseiro. As amêndoas fornecem óleo para os mais diversos fins, e a madeira – infelizmente, o que tem contribuído para acelerar a devastação dessa espécie – é usada para a fabricação de móveis, caixas, dormentes, mourões, postes etc. A entrecasca produz ainda uma tintura castanho-escura de ótima qualidade, utilizada na produção de artigos de artesanato.
O pequi tem ainda emprego medicinal, como a Emulsão do Pequi e o Pequiodeo, aplicado no tratamento de todas as doenças do aparelho respiratório e definhamento orgânico, além de restaurador das energias e tônico, mesmo puro, ingerido na dose de uma colher de café, duas ou três vezes ao dia, durante as principais refeições, com base no senso comum das populações interioranas.
O pequizeiro floresce geralmente entre setembro e novembro e frutifica de dezembro a abril. Em cerrados, normalmente roçados para facilitar a pastagem do gado, encontram-se exemplares pequenos, com 1 metro de altura, carregados de flores em épocas fora do tempo normal de floração, quando há veranicos, no período de janeiro.
Sua produção não é estável. Em anos de muita chuva, produz pouco; ao contrário, nos de seca a produção é maior. Tanto que nas regiões interioranas existe um adágio popular muito conhecido: “ano de pequi, ano de crise”. A chuva derruba as flores antes da fecundação, o que reduz a produção. Os frutos geralmente têm uma semente, mas podem vir com até quatro. Quando maduros caem e estão prontos para o consumo. Se colhidos verdes não têm o seu sabor característico. Um pequizeiro pode produzir até 6000 frutos numa estação.

Tags: Artigos

GINSENG – Araliaceae- Panax ginseng C.A. Mey.

April 1st, 2008 · 1 Comment

NOME POPULAR: GINSENG
Família Araliaceae.
Nome científico : Panax ginseng C.A. Mey.

Indicações: afecção do fígado, afrodisíaco, anemia, bioestimulante, câncer no pulmão, cansaços, capacidade aeróbica, colesterol alto, convalescença, coração, debilidades, deficiência de libido e erecção, depressões, depurativo, diabete tipo 2, disfunção de erecção, diurético, doenças de pele, epilepsia (em combinação com bupleurum, raiz de peony, raiz de pinellia, casca de cassia, raiz de gengiber, jujube fruit, raiz de solidéu asiático e raiz de licopódio), fadiga crônica, falta de energia e de concentração, fígado, fortificante, fraquezas, função imunológica, gripe e resfriado comum/dor, ferida e inflamação na garganta, hemorragias, HIV (AIDS), impotência sexual, indisposições, infecção, infertilidade masculina (3 meses de uso), melhorar a performece atlética, melhorar a vitalidade mental e física, memória, menopausa, pressão alta, próstata, reumatismo, revitalizante, stress, tônico geral.

Contra-indicações/cuidados maleficios do ginseng efeitos colaterais: não usar na gravidez (possível androgenização fetal), se tiver pressão alta (possível excesso hipertensivo e taquicardia), com terapia com anticoagulante e menopausa (favorece metrorragia).

Efeitos colaterais: Há casos de reações adversas com insônia, cefaléia, nervosismo, diarréia. Em caso dosagem excessiva pode provocar edema, coceira, depressão, vertigem, palpitações, alergias, cefaléia, problemas no sistema imunológico. Raramente, pode causar excitação (nervosismo/inquietação) e insônia. Cafeína (café) com ginseng aumenta o risco de excitação e transtorno gastrointestinal. Pessoas com pressão alta devem usar o ginseng com cautela. Uso a longo prazo de ginseng pode causar anormalidades menstruais e tenderness dos seios em algumas mulheres. Ginseng não é recomendado para mulheres grávidas ou amamentando. Pode potencializar a ação da glândula pituitária e do hipotálamo, causando reações alérgicas e taquicardia.

O ginseng é um dos fitoterápicos mais utilizados em todo o mundo. O gênero dessa erva compreende cinco espécies de plantas de crescimento lento e vida longa, cultivadas em todo o mundo, mas especialmente em países de clima mais ameno. Essa planta vem sendo utilizada há séculos na medicina chinesa e até mesmo pelos nativos norte-americanos. Alguns pesquisadores acreditam, porém, que a erva utilizada originalmente pelos chineses era de outra espécie.

O nome ginseng é derivado de uma palavra chinesa que significa “raiz-homem”, porque a raiz da planta tem um formato semelhante às pernas de um homem. Importante dizer que algumas ervas são classificadas erroneamente como ginseng, de forma que é preciso prestar bastante atenção aos vários compostos que são encontrados no mercado, vendidos com promessas milagrosas.

Historicamente, o ginseng é utilizado para melhorar o estado de estresse e cansaço, devido às suas propriedades chamadas “adaptogênicas”. Com isso, parece estar associado a uma melhora do bem-estar e a um aumento da habilidade em lidar com os fatores estressores (ambientais, fisiológicos e emocionais). Além disso, outros efeitos seriam a redução da suscetibilidade às doenças e também a diminuição dos danos causados por tratamentos como a quimioterapia e a radioterapia.

Os extratos de ginseng contêm diversas substâncias, mas as principais são as chamadas ginsenosídeos. Esses compostos possuem uma estrutura semelhante a certos hormônios que o nosso organismo produz, e suas ações podem ser devidas à sua ligação aos receptores para esses hormônios. Essas ações afetam diversos sistemas em nosso corpo, incluindo o estímulo à liberação de certos hormônios reguladores e a ativação da produção de proteínas e de colesterol. Os estudos já realizados sugerem que o ginseng pode ajuda a reduzir os níveis de uma substância chamada cortisol, em pacientes com diabetes, e ajuda a elevar esses níveis naqueles pacientes sem diabetes. Isso é importante, porque uma das ações do cortisol é elevar a taxa de glicose no sangue, o que é prejudicial principalmente aos diabéticos.

Acredita-se também que algumas das substâncias encontradas no ginseng atuem na melhora do aprendizado e da memória, tenham efeito sedativo e de redução da pressão arterial. Outro grupo de compostos teria ações estimulantes sobre o sistema nervoso.

Os estudos realizados com o ginseng têm mostrado que os efeitos desse fitoterápico dependem da dose utilizada. Por exemplo, foi mostrado que o uso em baixas doses leva ao aumento da pressão arterial, enquanto altas doses ajudam a reduzir a pressão. Como já comentamos, o ginseng tem efeitos benéficos para os pacientes que são submetidos à quimioterapia, ajudando a reduzir a perda de peso e a estabilizar o sistema imune, ajudando a proteger o organismo de alguns efeitos colaterais desses tratamentos.

Apesar de todos esses efeitos relatados, a maioria dos estudos realizados apresentou resultados discordantes. Acredita-se que isso se deva à qualidade variável das preparações de ginseng utilizadas. Além disso, os estudos não apresentam qualidade satisfatória, que permita a formulação de conclusões definitivas.

Classificação

Existem algumas preparações de diferentes espécies de ginseng, sendo as mais comuns:

• Ginseng Chinês/Coreano (Panax ginseng): atribui-se a ele efeitos estimulantes, melhorando a circulação sanguínea e ajudando na recuperação de doenças leves. Pode ser adicionado a sopas.

• Ginseng Americano (Panax quinquefolius): é o ginseng que é cultivado nos EUA e no Canadá. Parece ter ações calmantes. Um estudo mostrou que o ginseng pode ajudar na redução dos episódios de gripe, em idosos.

• Ginseng Silvestre: é aquele que não é cultivado pelo homem, que nasce naturalmente. Alguns pesquisadores acreditam que sua qualidade é superior à do ginseng que é cultivado, talvez porque ele contem maior quantidade de ginsenosídeos. É bastante raro.

• Ginseng Vermelho: é representado pelo ginseng chinês/coreano que foi submetido ao calor. Seus efeitos seriam de estimulante sexual e combate ao câncer. Um estudo realizado com esse tipo de ginseng mostrou certo benefício no tratamento da impotência. Outro estudo mostrou que essa erva pode ajudar a controlar a recidiva do câncer de estômago.

Aviso: Este site é apenas informativo, de caratér educativo. Todas as informações foram colhidas na Internet, livros e revistas. NÃO UTILIZE ERVAS SEM ORIENTAÇÃO MÉDICA. O uso indevido é de responsabilidade do usuário, auto medicação traz grandes riscos à saúde.

Tags: Artigos