NOME POPULAR: Confrei
Família: Boraginaceae.
Nome científico :Symphytium officinale, syn
Indicações: no combate ao câncer, leucemia, anemia, úlceras do estômago, duodeno e dor de cabeça. Normaliza as funções intestinais e acaba com problemas nas vias respiratórias, fígado, feridas, úlceras varicosas, esclerose, pressão alta e infecções. Possui propriedades cicatrizantes, descongestionantes e calmantes.
Contra-indicação: desaconselha-se usar por muito tempo (internamente). O chá não deve ser muito forte (pode atacar os rins ou o fígado). Não usar as folhas novas; usar as adultas e de preferência secas.desaconselhado o uso interno, principalmente por mulheres grávidas e em fase de amamentação. O uso externo, em forma de suco, cataplasma ou infuso pode ser utilizado pelo tempo que for necessário. Somente se indicado pelo médico deve ser usado internamente e em doses baixas.
Efeitos colaterais: o chá quente emagrece facilmente, por isso quem já é magro deve tomá-lo somente frio. Também pode causar uma possível irritação gástrica.
O uso dessa planta foi intensificado a partir da década de 80, quando foi amplamente divulgado na imprensa que ela teria propriedades quase que miraculosas na cura de doenças graves como leucemia e outros tipos de câncer. Na época, a legislação sobre os fitoterápicos estava, ainda, em fase de elaboração e os estudos toxicológicos não eram obrigatórios. Alguns anos mais tarde, as leis regulamentadoras para a aprovação de novos fitoterápicos passaram a exigir a realização de testes dos potenciais efeitos tóxicos que o uso desses medicamentos podem trazer à saúde humana. Assim, no início da década de 90 foram publicados vários trabalhos científicos mostrando que o chá do confrei possui toxinas capazes de induzir câncer no fígado. Em 1992 o Ministério da Saúde publicou uma portaria proibindo a venda e prescrição de medicamentos a base de confrei para o uso interno. O uso externo como cicatrizante, no entanto, têm-se mostrado eficaz e de baixa toxicidade.
Os princípios tóxicos do confrei são, principalmente, os alcalóides pirrolizidínicos. A quantidade desses alcalóides em uma xícara de chá de folhas de confrei pode variar de 8,5 a 26 mg, sendo que esta quantidade é um pouco maior no chá preparado das raízes (Lorenzi, H & Matos, F.J.A. 2002. Plantas medicinais no Brasil – nativas e exóticas. Editora Plantarum, Nova Odessa – SP). Essas substâncias podem provocar o aparecimento de tumores malignos no fígado, nos brônquios e na bexiga. Essas patologias resultam da atividade venooclusiva causada por esses alcalóides nesses órgãos.
A partir de 1992, segundo determinação do Ministério da Saúde, todas as plantas que contenham alcalóides pirrolizidínicos só devem ser usadas externamente em aplicações locais. Essas substâncias estão presentes também na borragem (Borago officinalis L. – Família Boraginaceae), tornando essa planta imprópria para o uso oral.
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