Nome científico: Loxodonta africana
Onde vive: regiões tropicais da África, no Kênia, Uganda e Tanzânia.
Quanto pesa: até 6 toneladas
Filhotes: 1 por gestação

Com 3 a 4 metros de altura e uma grande força é geralmente um animal dócil, só ataca quando ameaçado. Os machos adultos vivem isolados, os machos adolescentes tendem a viver em bando e as femêas se agrupam em manadas sob o comando de uma matriarca.

São herbívoros e devido ao seu tamanho podem ingerir mais de 100 kg de alimentos por dia. O período de gestação é de 20 a 22 meses, assim como o desenvolvimento do animal que leva anos a atingir a idade adulta. Os filhotes podem nascer com 90 kg.

Os elefantes-africanos são maiores que as variedades asiáticas e têm orelhas mais desenvolvidas, uma adaptação que permite libertar calor em condições de altas temperaturas. Outra diferença importante é a ausência de presas de marfim nos elefantes asiáticos.

São animais resistentes que dificilmente adoecem. Quando isso acontece, devido à sua forte constituição física, resistem à doença durante um tempo relativamente longo antes de terem a vida ameaçada. O cativeiro não é um ambiente favorável para a sua reprodução.

A caça de elefantes, causada principalmente pelo seu marfim, é geralmente ilegal em todos os países africanos. No entanto, dadas as enormes quantidades de comida que estes animais requerem, alguns parques naturais africanos recorrem à emissão de licenças de caça em número reduzido para controlar as populações e angariar fundos. A caça dos elefantes teve também consequências a nível evolutivo. Visto que o objetivo primordial dos caçadores eram as presas, os animais que não as tinham graças a uma mutação genética, foram favorecidos. O processo involuntário resultou numa seleção artificial das populações de elefantes (análogo ao que resultou nas raças de cães), onde os animais sem presas passaram de 1% do total a representar, em certos locais, cerca de 30% dos indivíduos.