O ministro extraordinário de Assuntos Estratégicos, Roberto Mangabeira Unger, voltou a negar que haja polêmica entre desenvolvimento e preservação ambiental na Amazônia.

“O maior problema é que estamos aquém tanto em medidas de preservação quanto em medidas de desenvolvimento”, disse o ministro, ao chegar ao 1º Fórum de Governadores da Amazônia Legal.  O objetivo do encontro é discutir propostas comuns de desenvolvimento sustentável a serem implementadas pelos nove estados que compõem a região (Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins).

Segundo Mangabeira, a população “anseia a reconciliação” entre o crescimento econômico e a proteção da floresta.  “Palavras não bastam.  Agora precisamos de atos”.  Questionado sobre as ações a serem adotadas para viabilizar essa “reconciliação”, o ministro respondeu que, como coordenador do Plano Amazônia Sustentável (PAS), não pode antecipar medidas.

“A decisão é coletiva e depende, em última instância, do presidente da República e dos governadores da região”.  O ministro listou as prioridades do PAS que serão debatidas hoje com os governadores da Amazônia Legal, entre elas a regularização fundiária, a elaboração do zoneamento econômico-ecológico e a construção de vínculos entre a floresta e as indústrias.