Todos nós temos o poder de contribuir para a redução das emissões de gases de efeito estufa, mas para isso é preciso percorrer três etapas:

* Conscientização;
* Assumir uma nova atitude;
* Adoção de novas práticas.

A conscientização é a percepção de que algo deve ser mudado e de que é possível contribuir, influenciando a família, as empresas e as instituições políticas.

A assunção de nova atitude é a conscientização transposta ao nível da decisão: é preciso agir.

E a adoção de novas práticas é a implementação de ações que mudarão o presente e o futuro.
Práticas pessoais, familiares e organizacionais – especialmente as de negócios – podem ser mudadas, com resultados concretos para o Planeta Terra.

A primeira atitude é a busca de informação correta e a reivindicação, aos políticos e dirigentes dos países, de medidas para a preservação do meio ambiente. Afinal, é no âmbito dos poderes legislativo e executivo que regras legais e iniciativas emergem ou podem emergir, com impactos por toda a sociedade.

A segunda prática, ligada à primeira, é o voto, instrumento de julgamento e esperança.

A terceira prática em prol do meio ambiente é o encorajamento às empresas e demais organizações quanto ao respeito a ele devido, mesmo em contextos de concorrência escassa ou inexistente. Pessoas podem estar dispostas a pagar mais por produtos e serviços ambientalmente corretos. Além disso, ainda que as pessoas exijam respeito pelo meio ambiente, mas não estejam dispostas a pagar o preço (conforme o preço), as organizações podem buscar formas de viabilizar projetos de investimento.

A quarta prática a favor do ambiente é o ato de consumo responsável (ou do não-consumo), que pode tornar-se um ato político em prol do Planeta. Na alimentação, por exemplo, é possível adotar hábitos como reduzir o consumo de carnes vermelhas (rebanhos produzem metano, em função de sua dieta), usar alimentos produzidos localmente (exigem menos gastos com transporte) e optar por produtos orgânicos (produzidos em solos que armazenam o dióxido de carbono em maior medida). O exemplo da alimentação é apenas um, já que as possibilidades são diversas.

A quinta prática consiste na eficientização do uso da energia, e aqui existe um leque de opções a considerar, tais como: uso de fontes renováveis, economia de energia, troca de iluminação, redução do consumo de água quente, uso eficiente de equipamentos (abrangendo cuidados como a troca de filtros de aquecedores e aparelhos de ar condicionado entre outros), desenergização de equipamentos não usados (que ficam ligados à tomada consumindo) e muito mais.

O uso criterioso de meios de transporte constitui a sexta prática de zelar pelo meio ambiente. No caso específico dos veículos, existem cuidados relevantes, como a escolha dos menos poluentes e mais econômicos, regulação do motor, checagem semanal da pressão dos pneus, uso de transporte público, de bicicletas (tanto quanto possível) e rodízio de transporte com amigos. Empresas e profissionais liberais podem buscar evitar o deslocamento de pessoas e o consumo de combustíveis; no primeiro caso, quando o tele-trabalho for factível e, no segundo, quando for possível exercer atividades sem sair de casa ou a pequena distância de casa.

Como sétima prática de cuidado com o meio ambiente, menciona-se a reciclagem. Boa parte do que se elimina pode ser aproveitada para novas finalidades. Além disso, a aquisição de produtos reciclados contribui para a preservação ambiental. Ênfase especial merece o uso de papel reciclado, que contribui para melhor proteção de florestas, cruciais para o armazenamento de carbono que, se não armazenado, será lançado na atmosfera.

Finalizando, novas práticas de vida podem exigir esforço. Mas, se muitos fizerem algo, por menor que pareça, a contribuição total para o Planeta Terra será considerável.